O uso de energias limpas é uma tendência mundial e está chegando a diferentes segmentos, buscando equilibrar as ações com o meio ambiente

Existe um compromisso mundial entre as nações para reduzir a emissão de CO2 (dióxido de carbono) em diferentes segmentos da sociedade. A construção civil passa por essa necessidade e tenta apostar no uso de energias sustentáveis ao longo dos processos.

O setor da construção civil foi considerado extremamente poluente durante anos e tenta se desvincular dessa imagem. De acordo com levantamento do Relatório de Situação Global para Edifício e Construção, 40% das emissões globais de gás são referentes à área.

Isso engloba não apenas a construção em si, mas as indústrias responsáveis pela produção de insumos, causando impacto direto no meio ambiente. Uma alternativa para mudar esse cenário passa a ser uma construção civil “mais verde”.

Significa, entre outras coisas, utilizar fontes limpas de energia no lugar de combustíveis fósseis. O Brasil se destaca nesse quesito e é o principal gerador de energia sustentável do planeta. O segmento tem tudo para ser utilizado de maneira mais eficiente.

Quer conhecer os diferentes tipos de energia limpa? Saber como as obras podem equilibrar a relação com a natureza? O que fazer por uma maior sustentabilidade nas etapas? Continue a leitura do texto e descubra a resposta para essas perguntas.

Tipos de energias sustentáveis

Podemos definir como energias sustentáveis, as que são geradas a partir de fontes renováveis, ou seja, que são praticamente inesgotáveis. Elas podem ser obtidas através de recursos naturais em processos com menor impacto ambiental.

Entre os diferentes tipos, é possível citar:

  • Hidrelétricas (água);
  • Painéis fotovoltaicos (sol);
  • Geradores eólicos (ventos);
  • Biomassa/ Biogás.

Hoje, a matriz energética brasileira é composta majoritariamente por fontes de energia limpa. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, 83% dela se origina de locais renováveis, sendo as hidrelétricas as grandes líderes desse segmento.

  1. 63,8%: hidrelétricas;
  2. 9,3%: eólica;
  3. 8,9%: biomassa/biogás;
  4. 1,4%: solar.

O crescimento tem sido acentuado e pode gerar dúvidas sobre a razão de usar energias sustentáveis. O menor impacto à natureza ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis, conhecidos pelo alto grau poluente, além de não gerar a emissão de CO2.

Há também outras vantagens, como a possibilidade de novos empregos, a garantia da independência energética do país, a redução de custos na produção de eletricidade e, também, a diminuição nos gastos do consumidor com energia ao fim do mês.

Engenheira com gerador eólico, uma das formas de energias sustentáveis

A energia eólica representa quase 10% da matriz energética brasileira atualmente.

Construção civil e energias sustentáveis

No caso da construção civil, deve-se ficar atento às fontes limpas. Afinal, o setor possui papel fundamental na economia, com quase 300 mil empregos gerados no último ano e um crescimento de 9,7% no PIB (Produto Interno Bruto).

Os dados trazidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovam a importância do segmento. Agora, as empresas do setor precisam encontrar alternativas para aumentar a sustentabilidade e minimizar o impacto causado no meio ambiente.

Isso passa diretamente por utilizar energias sustentáveis. De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a construção civil é responsável por 50% do consumo de energia elétrica nacional. Em muitos casos, ainda usando fontes não renováveis nos processos.

Um dos grandes desafios passa por englobar fontes limpas em todas as etapas, desde o momento em que acontece a produção nas indústrias até o pós-obra. Hoje, isso fica mais restrito a momentos de conclusão dos projetos e na entrega das obras.

Entre os benefícios que a prática pode trazer à construção civil, podemos citar:

  • Geração de energia através de uma fonte sustentável;
  • Imagem positiva de sustentabilidade para a construtora;
  • Taxas de condomínio reduzidas (maior parte dos valores é referente à energia).

A partir do momento em que a construção civil do futuro usar ainda mais as fontes renováveis, maior a chance de crescimento. O segmento já é muito importante, mas vai passar a crescer ainda mais ao lado da energia sustentável e um melhor aproveitamento dela.

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Energia solar

É um tipo de energia que se mostra comum nas obras. Existe a tendência de que ganhe mais espaço com a construção civil do futuro, pois já vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos anos, principalmente em residências e empresas.

A alta dessa fonte pode ser ilustrada por dados. No último ano, o Brasil entrou na lista dos 15 países com maior capacidade instalada do setor no mundo. A localização privilegiada e a incidência de raios solares sobre o território brasileiro são dois fatores-chave.

Além disso, a Geração Distribuída fotovoltaica vem aumentando em ritmo acelerado, com uma média de 230% ao ano. O dado é da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a expectativa é para que se mantenha em patamar elevado ao longo de 2022.

No setor da construção civil, a energia solar é muito usada no pós-obra. O que isso significa? Os painéis fotovoltaicos fornecem energia sustentável a moradores e colaboradores dos edifícios construídos, assim como a áreas comuns, diminuindo custos com energia.

Há ainda a possibilidade de captação de energia para utilizar na execução da obra. O sol fornece elementos para geração a fim de abastecer computadores, elevadores e iluminação, comuns no dia a dia e vitais para bons resultados no trabalho.

Mais práticas sustentáveis

As energias sustentáveis também podem fazer parte em outras etapas da construção civil e culminar em mais práticas sustentáveis dentro do setor. Uma delas é utilizar materiais ecologicamente corretos que possuem selos para atestar sua condição.

Estes costumam ser produzidos seguindo rigorosos padrões de sustentabilidade em todas as etapas. Desde a produção, a partir de energias limpas, até materiais oriundos de áreas com adequado manejo ambientais e recicláveis, reduzindo o desperdício.

Podemos citar itens muito comuns na construção civil e que podem ser produzidos com maior preocupação em relação a questões ambientais, como:

  • Telhas;
  • Madeiras;
  • Concretos;
  • Pisos;
  • Estruturas de telhados;
  • Tijolos;
  • Vidros.

Outra possibilidade é o reaproveitamento de resíduos. O Brasil produz, anualmente, meia tonelada de resíduos que vem da área de construção civil. É um número que assusta, principalmente ao pensar nos gases poluentes emitidos na fabricação dos materiais e como ocorre o descarte deles.

O reaproveitamento, aliado ao descarte ideal, pode ser feito por meio de uma otimização dos recursos atrelada ao planejamento e acompanhamento das obras. Desse modo, unindo consciência ambiental com eficiência nas obras.

Empresa ESG e energias sustentáveis

Usar fontes limpas para geração de energia durante os processos da construção civil faz parte de um novo modo de pensar nas empresas. Isso implica em maior preocupação com as consequências que as ações podem trazer para a natureza.

Tal característica pode ser resumida por três letras: ESG. Significam princípios voltados para meio ambiente, questões sociais e de governança. O objetivo é impactar de modo positivo o trabalho, as pessoas e o planeta por meio de um presente e um futuro marcados pelo bem-estar.

A Ciser é uma empresa que fomenta práticas ESG no dia a dia, que podem ser adotadas na construção civil. Entre elas, a redução nas emissões de carbono, a eficiência energética, o uso consciente da água e iniciativas sustentáveis na empresa e com os colaboradores.

O futuro da construção civil passa por usar energias sustentáveis e ter maior equilíbrio das ações com o meio ambiente. As fontes limpas devem ganhar ainda mais espaço na matriz energética brasileira e vão passar a ter atuação maior em todos os segmentos.

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