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Quais são os principais tipos de roscas de parafusos?

Por Ciser Ciser é a maior fabricante de fixadores da América Latina e traz informações de qualidade para revendedores e compradores da indústria, agricultura e construção civil. Publicado em 17 de julho de 2020

Conheça os tipos de roscas de parafusos, os sistemas métrico e polegada e saiba quais são as aplicações de cada um deles. 

Assim como a cabeça, fenda, pescoço e ponta, a rosca também faz parte da anatomia do parafuso. Ela pode ser definida como um conjunto de filetes que fica em torno de uma superfície cilíndrica e é encontrada no interior de porcas e peças ou no exterior do corpo de parafusos e peças.

De maneira geral, a rosca foi inventada para permitir a união de itens com a possibilidade de remontagem. Sendo assim, os fixadores roscados, que podem ser parafusos ou porcas, são elementos que permitem a montagem e desmontagem de peças. Em alguns casos, a rosca também é utilizada na regulagem e transmissão de movimentos.

Existem diversos tipos de roscas, que variam de acordo com seu diâmetro, número de filetes e forma geométrica. Elas também podem ser classificadas com base em sistemas de normas. A seguir, você vai conhecer um pouco mais sobre a história do fixador e os principais tipos de roscas de parafusos. 

Quem inventou o parafuso e a rosca?

Um fixador fundamental para a união de peças em várias indústrias, o parafuso surgiu há muito tempo atrás. Uma das teorias mais aceitas de sua criação acredita que ele foi inventado por um cientista e filósofo grego, Arquitas de Taranto, que teria idealizado o material para fazer a extração de azeite de olivas e vinho entre os anos de 400 e 350 a.C.

Já a rosca, acredita-se que foi criada por Arquimedes por volta de 250 a. C. O inventor teria criado a peça para usar em dispositivos de água para a irrigação, mas também há suspeitas de que os romanos tenham usado a invenção em portas e para extrair minérios. Inicialmente, o parafuso e a rosca eram feitos de madeira, mas em meados de 1400 as primeiras peças de metal começaram a ser produzidas na Europa. 

Sistemas de roscas 

As roscas podem ser produzidas em dois sistemas, conhecidos como métrico e polegada, sendo diferenciadas em roscas finas e roscas grossas. Saiba um pouco mais sobre os sistemas a seguir.

Sistema métrico (Normas ISO/DIN) 

No sistema de rosca métrica, a produção é feita conforme as normas ISO/DIN. Mas o que isso significa? A ISO é a International Organizations for Standardization, uma organização suíça que tem como principal objetivo criar normas compartilhadas para serem seguidas em todo o mundo. Assim, facilita a identificação das peças e, como consequência, sua comercialização.

Já a norma DIN é a abreviação do nome do Instituto Alemão para Normatização, o “Deutsches Institut für Normung”. Assim como a ISO, é uma organização que trabalha com a padronização, funcionando como uma referência para o mundo inteiro. 

Nessas normas, a principal característica das roscas é que elas são medidas em milímetros. Quanto ao formato, seus filetes têm forma triangular, com ângulo de 60º, raiz arredondada e crista plana. O que determina se uma rosca é grossa ou fina é a distância entre uma crista do filete e a outra consecutiva, que é chamada de passo da rosca.

Elas podem ser diferenciadas pelas nomenclaturas comerciais MA e MB, que foram criadas no Brasil para facilitar a identificação da rosca, sendo que:

MA = Rosca grossa.

MB = Rosca fina.

Sistema polegada (Normas ASME/ANSI/BS) 

No sistema polegada, as roscas são medidas em polegadas, como o nome sugere, e são produzidas conforme as normas ASME/ANSI/BS.

A ASME vem do nome American Society of Mechanical Engineers, em inglês, e é uma associação de profissionais da engenharia sem fins lucrativos que cria normas para projetos e construções que envolvem cadeiras e vasos de pressão. Já o American National Standards Institute (ANSI), é uma organização privada norte-americana que apoia a criação e a avaliação de normas nos Estados Unidos.

Por fim, a BS vem de British Standard, é uma organização do Reino Unido que produz padrões técnicos, além de oferecer certificações e serviços relacionados a esses padrões para empresas.

Nos casos dessas normas, o que determina se uma rosca é grossa ou fina é o número de fios por polegada (F.P.P), ou seja, o número de filetes contidos na distância de uma polegada, que equivale a 25,4mm.

Nesse sistema, as roscas também são identificadas por letras, considerando:



UNC/BSW = Rosca grossa.

UNF = Rosca fina.

CEI = Rosca extra fina, desenvolvida exclusivamente para a aplicação em bicicletas e ciclomotores.

Num geral, o sentido de rosqueamento é feito para a direita, mas algumas aplicações exigem o tipo de rosca esquerda. Nesse caso, na especificação são adicionadas as letras L-H, derivadas do inglês left hand.

Perfis das roscas 

Além da classificação por sistema, as roscas também podem ser diferenciadas de acordo com a sua forma geométrica, também conhecida como perfil da rosca. Há diversos tipos de perfis, que atendem a diferentes necessidades e aplicações. Conheça os mais comuns a seguir:

gráfico com os tipos de roscas de parafuso

Rosca máquina 

A rosca máquina possui perfil triangular e foi desenvolvida principalmente para o uso em construções mecânicas, unindo peças de máquinas em geral. Ela pode ser aplicada em furos roscados ou atravessar uma ou mais peças, sendo apertada por uma porca.

Rosca autocortante 

A rosca autocortante foi desenvolvida para formar sua própria rosca em peças, que podem ser pré-furadas ou não, dispensando o uso de porca. Ela permite a entrada simultânea de dois filetes, aumentando a velocidade da montagem.  

Esse tipo de rosca pode ser aplicado em diversos tipos de materiais, incluindo madeiras, polímeros e chapas metálicas. Algumas roscas autocortantes também são aplicadas em concreto, com o auxílio de buchas de expansão.

Veja também: 9 diferentes tipos de buchas e suas aplicações.

 Rosca auto atarraxante 

A rosca auto atarraxante normalmente é utilizada em chapas metálicas pré-furadas. Com roscas mais finas e cortantes, que permitem à peça ficar mais firme dentro do furo, em algumas aplicações, como em chapas finas, ela dispensa pré-furação. 

Rosca soberba 

A rosca soberba é aplicada em madeiras de alta densidade, mais duras e pré-furadas. Ela é ideal para projetos que demandam um nível de segurança maior e pode ser aplicada em buchas de nylon ou diretamente na superfície. Isso porque sua cabeça sextavada, em forma hexagonal, permite uma aplicação mais rápida e com um torque maior.

Rosca Fixer e Chipboard 

As roscas fixer e chipboard, encontradas nos parafusos de mesmo nome, são desenvolvidas para a aplicação em madeiras de baixa densidade, como o pinus, ou em compostos como aglomerados, MDF, entre outros. Geralmente, esse tipo de aplicação dispensa a pré-furação, principalmente no caso das madeiras de baixa densidade.

Rosca Plastciser 

A rosca plastciser é utilizada para a fixação de peças produzidas em polímeros diversos, como polietileno, polipropileno e poliamidas. Geralmente são peças que já possuem cavidade furada, chamada conceitualmente de bossa.

Rosca trilobular 

Tratam-se de roscas triangulares. Os parafusos com esse tipo de rosca são formadores de rosca, ou seja, formam a rosca na contra peça furada, por isso podem ser usados para unir duas extremidades, sejam com ligamentos bem diferentes ou combinados.

Roscas especiais 

Existem diversos tipos de roscas especiais, como a rosca trapezoidal, utilizada para a transmissão de grandes esforços, e a rosca quadrada, ideal para a transmissão de movimento.

Agora que você já sabe mais sobre os tipos de roscas e sabe qual deles escolher para cada necessidade, que tal conhecer também como o parafuso é zincado e os tipos de zincagem e suas aplicações?

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